Quanto custa dar a volta ao mundo?

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O sonho de dar a volta ao mundo

Dar a volta ao mundo é um dos grandes sonhos de viagem de muitas pessoas. A simples ideia de viajar por vários países, conhecer culturas diferentes, experimentar novos sabores e viver aventuras em cada continente é tão emocionante quanto libertadora. Mas assim que a ilusão surge, surge a grande questão: quanto custa realmente dar a volta ao mundo?

A resposta não é única. Depende de muitos fatores, como o estilo de viagem, a duração, as regiões que você quer visitar e até mesmo a época do ano. Mochilar pelo Sudeste Asiático por seis meses não é o mesmo que passar um ano visitando grandes capitais com um orçamento maior.

A verdade é que, com um bom planejamento, a viagem ao redor do mundo não é um privilégio exclusivo dos ricos ou influenciadores. Cada vez mais pessoas conseguem fazer isso, ajustando seus gastos, escolhendo destinos estratégicos e aproveitando ferramentas digitais que facilitam todo o processo.

Neste artigo, vamos detalhar os principais custos associados à viagem de volta ao mundo e fornecer estimativas claras de acordo com diferentes perfis de viajantes. Se você já sonhou em ir nesta aventura, aqui começa sua jornada para a realidade.

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Guatapé, Colômbia
Tarragona, Espanha
Bali, Indonésia
Maiorca, Espanha

Principais fatores que determinam o custo de uma viagem de volta ao mundo

O preço de uma viagem de volta ao mundo pode variar significativamente dependendo de vários fatores. Compreendê-los é o primeiro passo para construir um orçamento realista e adaptado às suas possibilidades.

Um dos aspetos mais determinantes é a duração da viagem. Quanto mais longo, maior o custo total, embora a despesa mensal possa ser reduzida se os recursos forem otimizados. Outro fator essencial é o itinerário: alguns países são muito mais caros do que outros. Por exemplo, fazer turnês pelo Japão, Austrália ou Estados Unidos envolve um orçamento maior do que viajar para países como Índia, Vietnã ou Bolívia.

O estilo de viagem também tem um impacto direto. Um mochileiro que dorme em albergues e usa transporte público gastará muito menos do que alguém que prefere hotéis, voos frequentes e restaurantes. A época do ano em que você viaja também influencia, especialmente os preços de voos e acomodações.

Finalmente, você tem que considerar se você vai optar por um bilhete RTW (Round The World) com companhias aéreas parceiras ou se você vai comprar cada trecho separadamente. Juntos, todos esses elementos moldam o custo real de uma viagem ao redor do mundo.

Orçamentos por tipo de viajante: mochileiro, standard e premium

Nem todas as viagens de volta ao mundo custam o mesmo, nem todos os viajantes procuram a mesma experiência. É por isso que é útil dividir os orçamentos em três grandes perfis: mochila, padrão e premium.

O perfil do mochileiro é o mais econômico. Envolve ficar em albergues, usar o transporte público, comer em barracas locais e viajar devagar. Um mochileiro pode viajar ao redor do mundo em um ano com um orçamento entre 10.000 e 15.000 euros, dependendo dos destinos escolhidos.

O viajante padrão está procurando um pouco mais de conforto. Fica em alojamento médio, combina voos e autocarros e alterna restaurantes com comida local. Este tipo de viagem de volta ao mundo custa normalmente entre 18.000 e 25.000 euros durante doze meses, incluindo seguros, atividades e voos.

Por fim, há o viajante premium, que prefere hotéis de qualidade, voos frequentes e passeios organizados. Neste caso, o custo pode facilmente ultrapassar os 35.000 euros por ano, chegando mesmo aos 50.000 euros se visitar destinos de gama alta.

Em qualquer um dos três perfis, o importante é adaptar a viagem ao redor do mundo ao seu orçamento pessoal sem sacrificar a experiência.

Principais despesas: voos, alojamento, alimentação e transporte local

Ao planejar uma viagem ao redor do mundo, é importante ser claro sobre para onde vai o dinheiro. Os quatro principais blocos de despesas são: voos, alojamento, alimentação e transportes locais. Abaixo, detalhamos cada uma delas.

Os voos representam normalmente 25% a 40% do orçamento total. Uma boa estratégia é aproveitar as tarifas RTW de alianças como a OneWorld ou a Star Alliance, ou utilizar ferramentas como o Skyscanner e o Google Flights para encontrar pechinchas em cada sentido.

O alojamento é a despesa mais frequente. De camas de albergue por € 5-10 por noite na Ásia, a € 100 hotéis na Europa, os preços variam muito. Usar plataformas como Hostelworld ou Airbnb ajuda a encontrar opções acessíveis.

A comida também depende do país. Na Tailândia você pode comer por € 2, enquanto na Islândia você dificilmente vai fazê-lo por menos de € 20. Combinar restaurantes com supermercados é uma estratégia comum para economizar dinheiro durante a viagem ao redor do mundo.

Por último, o transporte local inclui autocarros, comboios, ferries ou alugueres de curta duração. Em alguns países, como a Índia ou a Bolívia, deslocar-se custa muito pouco. Noutros, como o Japão ou a Suíça, o transporte é caro, mas eficiente.

Duração ideal e como influencia o orçamento

O tempo gasto a dar a volta ao mundo é fundamental para calcular o orçamento total. Viajar mais nem sempre significa gastar mais a cada mês; Na verdade, muitos viajantes afirmam que os primeiros três meses são os mais caros, devido à inexperiência e má gestão inicial.

Uma viagem de volta ao mundo de 6 meses requer um orçamento mais concentrado. Muitos optam por visitar menos países, concentrando-se em regiões mais baratas. Neste caso, um viajante mochileiro poderia gastar entre 6.000 e 9.000 euros. Para um perfil padrão, o valor ronda os 12.000 euros.

Se a viagem for prolongada para 12 meses, há mais espaço para estadias longas e viagens lentas, o que reduz os custos mensais. Os viajantes geralmente aproveitam o voluntariado, o intercâmbio de trabalho ou aluguéis mensais. Esta abordagem permite-lhe dar a volta ao mundo de forma mais acessível, mesmo com menos de 1.000 euros por mês.

Além disso, quanto mais tempo você ficar em um lugar, menor o custo diário: menos transporte, melhores preços para estadias longas e uma conexão mais profunda com o destino. Assim, a duração não impacta apenas no preço, mas também na qualidade da experiência.

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Regiões mais baratas e mais caras para incluir na sua viagem à volta do mundo

Nem todos os destinos têm o mesmo custo, e escolher as regiões certas fará a diferença no orçamento da sua viagem ao redor do mundo. Existem áreas especialmente económicas que lhe permitem viajar durante semanas por menos do que o custo de uma noite num hotel europeu.

Entre as regiões mais econômicas, destacam-se o Sudeste Asiático (Tailândia, Vietnã, Laos), partes da América Central (Guatemala, Nicarágua) e grande parte da América do Sul (Bolívia, Peru, Colômbia). Também alguns países da Europa Oriental (Albânia, Roménia) oferecem uma boa relação qualidade-preço.

Em contraste, as regiões mais caras incluem a Europa Ocidental, Oceania (Austrália, Nova Zelândia), Estados Unidos e destinos nórdicos como Noruega ou Islândia. Nestes locais, o custo diário pode duplicar ou triplicar.

Uma estratégia comum é equilibrar a viagem alternando regiões baratas com regiões mais caras. Passar três meses na Ásia pode compensar a despesa de um na Austrália. Com o planeamento estratégico, pode desfrutar do melhor de cada continente sem quebrar o seu orçamento.

Escolher os países certos faz a diferença entre uma viagem acessível à volta do mundo e uma viagem inatingível.

Dicas para poupar dinheiro sem sacrificar a experiência

Dar a volta ao mundo não tem de ser sinónimo de desperdício. Com criatividade, flexibilidade e as ferramentas certas, é possível reduzir gastos sem sacrificar a qualidade da viagem.

Uma técnica chave é o slow travel: viajar mais devagar e ficar mais tempo em cada destino. Isto reduz o custo do transporte e permite o acesso a preços mais baixos de alojamento e alimentação.

Usar cartões internacionais sem taxas, aplicativos de câmbio e verificar blogs de outros viajantes ajuda você a tomar decisões financeiras inteligentes durante sua viagem de volta ao mundo. Além disso, cozinhar sozinho, fazer piqueniques ou se locomover de bicicleta ou a pé, além de ser econômico, melhora a experiência.

Não se trata de se privar de tudo, mas de priorizar. Poupar numa viagem pode permitir-lhe fazer uma atividade única noutro país. Cada escolha consciente contribui para a jornada global.

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Conclusão: Quanto custa realmente dar a volta ao mundo?

Não existe uma resposta única para a questão de quanto custa dar a volta ao mundo. O que está claro é que é uma experiência mais alcançável do que a maioria imagina. Com planejamento, informação e flexibilidade, é possível ter uma aventura transformadora sem gastar uma fortuna.

Uma viagem de 6 meses pode custar entre 6.000€ e 15.000€, enquanto uma viagem de 12 meses pode variar entre 12.000€ e mais de 30.000€, dependendo do estilo e dos destinos escolhidos. Mas o mais importante não é o número exato, mas sim a atitude com que o caminho é encarado.

Em todo o mundo é muito mais do que uma soma de países: é uma imersão cultural, um desafio pessoal e uma fonte de aprendizagem sem paralelo. Se você sonha com isso, comece a se preparar. Porque além do orçamento, o custo real nunca é tentador.